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Opala; uma riqueza do Piauí

Poucos locais ao redor do mundo inteiro podem afirmar que possuem pedras preciosas capazes de refletir todas as cores do arco-íris. No Norte do Piauí, mais especificamente no município de Pedro II, existe uma raridade geológica única no Brasil: as jazidas de opala nobre, encontradas apenas em outros dois países, na Austrália e na Etiópia. A presença da opala em Pedro II data de cerca de 200 milhões de anos e ultrapassa o valor mineral, consolidando-se como símbolo cultural, econômico e turístico do Piauí.

A história da opala em Pedro II começou por volta da década de 1940, quando um agricultor, ao limpar um roçado entre a encosta da Serra do Boi Morto e o vale do Rio dos Matos, se deparou com o brilho incomum da pedra ao cavar o solo para o plantio. Encantado, levou o achado ao então prefeito Lauro Cordeiro, dando início à trajetória que transformaria o município em referência nacional e internacional na extração da gema.

Desde então, a opala passou a ter um papel central no desenvolvimento local. O interesse pela joia rara atraiu pesquisadores, colecionadores e compradores de diversas partes do mundo. Com o crescimento do fluxo de visitantes, Pedro II passou a revelar também outras belezas naturais, trilhas, mirantes e cachoeiras, o que fez com que o ecoturismo se fortalecesse na região. A opala e o turismo de natureza tornaram-se, com o passar do tempo, pilares complementares da economia local.

O impacto disso, reflete para além da cidade, e envolve todo o estado. Hotéis, restaurantes e lojas especializadas em extração, e lapidação da opala, registram crescimento nas vendas durante eventos e períodos de maior visitação. A pedra preciosa tornou-se o grande cartão-postal de Pedro II, ampliando a visibilidade do município e abrindo caminho para que ele fosse reconhecido tanto pela joia rara quanto por suas belezas naturais.

O setor criativo no município e no Piauí, de modo geral, também registra crescimento impulsionado pela opala. Novas lojas, ateliês e experiências turísticas ligadas à cadeia mineral atraem empreendedores e investidores. Além das lojas especializadas que continuam se expandindo dentro da cidade, muitos visitantes chegam a Pedro II exclusivamente para conhecer o processo de extração, adquirir as pedras e comercializar as peças em outros mercados, fortalecendo a economia criativa e fazendo com que a da rara joia piauiense seja conhecida ao redor do Brasil e do mundo.

Conhecer e valorizar o papel da opala é, também, valorizar o território, a história e os saberes locais. A pedra preciosa é um dos pilares do reconhecimento de que o turismo no Piauí tem história na preservação e promoção dessas riquezas singulares que fazem do estado um destino único.

As belezas extraordinárias dos municípios piauienses são um dentre os muitos temas que serão foco na Fetur 2026. A feira tem como objetivo destacar as experiências, os destinos e os patrimônios naturais e culturais do estado, reforçando o papel do turismo como ferramenta de desenvolvimento, identidade e valorização das potencialidades piauienses.

SEGUNDA EDIÇÃO FETUR 2026
A Fetur é considerada a maior vitrine do potencial turístico do Piauí e, em 2026, acontece nos dias 19 e 20 de março, no Centro de Convenções de Teresina. O evento reúne destinos, experiências e oportunidades de negócios, fortalecendo o turismo e a economia do estado.

A feira é realizada pelo Sistema Comércio, Fecomércio, Sesc e Senac, com co-realização do Sebrae e patrocínio da CVC e do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo.

INSCRIÇÕES
As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas através do link:
https://www.sympla.com.br/evento/fetur-feira-do-turismo/3293451

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