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Destinos Internacionais

Cenotes da Riviera Maya

Um tesouro natural que redefine a viagem

Há viagens que são medidas em quilômetros e outras que são lembradas pela forma como nos fizeram sentir. Na Riviera Maya, o verdadeiro luxo nem sempre está à beira-mar, mas sob a terra: nos cenotes, santuários naturais onde o tempo parece parar e a água revela a história mais antiga do México.

Ao longo da costa caribenha de Quintana Roo, entre Playa del Carmen, Puerto Morelos, Cozumel e Akumal, esse destino icônico continua conquistando viajantes argentinos que buscam mais do que praias perfeitas. Aqui, a experiência se completa com cultura ancestral, selva viva, gastronomia local e uma conexão autêntica com a natureza.

Formados há milhões de anos, quando o oceano cobria a Península de Yucatán, os cenotes são resultado do colapso de antigos sistemas de cavernas marinhas. Hoje, esses poços de águas cristalinas permitem nadar entre estalactites e estalagmites milenares, em cenários que combinam beleza natural e uma atmosfera quase sagrada. Para a civilização maia, de quem provém a palavra dzonot (abismo), os cenotes eram fontes de vida e portais para o mundo espiritual, espaços de comunhão com os deuses, onde a água não apenas saciava a sede, mas também a alma.

De Puerto Morelos em direção ao interior da península, a Rota dos Cenotes se estende por quase 50 quilômetros de selva densa, pontilhada por mais de 60 corpos de água doce. Ao longo do percurso, alguns cenotes se destacam por seus jogos de luz natural, como Siete Bocas, onde várias aberturas permitem que os raios de sol criem contrastes hipnóticos sobre a água. Outros, como Verde Lucero, surpreendem por suas tonalidades verde-esmeralda e por seu ambiente aberto, ideal para nadar e praticar snorkel. Para quem busca uma experiência mais tranquila, La Noria oferece um clima sereno e pouco movimentado, enquanto Kin-Ha, profundo e fechado, convida a descobrir a sensação de estar em uma verdadeira catedral subterrânea. A rota também atrai os viajantes mais aventureiros com cenotes como Zapote, famoso por suas formações em forma de sino que atraem mergulhadores experientes, ou Boca del Puma, onde a selva é percorrida entre tirolesas, rapel e trilhas naturais. Para quem viaja em família, Las Mojarras surge como uma opção ampla e acessível, com águas rasas e espaços pensados para aproveitar sem pressa.

Cada cenote oferece uma experiência diferente, marcada por sua idade e estrutura. Alguns se abrem completamente para o céu e ficam envolvidos pela vegetação da selva; outros conservam parte de sua cúpula e deixam a luz entrar de forma sutil entre as rochas. Existem também cenotes em forma de gruta, mais íntimos e silenciosos, assim como aqueles mais antigos que se assemelham a lagoas escondidas, verdadeiros oásis naturais no meio da floresta.

Mergulhar em um cenote é muito mais do que nadar. Com temperaturas que variam entre 23 e 26 graus, suas águas ricas em minerais como cálcio e magnésio são conhecidas por seus benefícios para a pele e para o bem-estar geral. O silêncio, a luz suave e o ambiente natural convidam a uma pausa profunda, quase meditativa, em que o corpo relaxa e a mente se aquieta.

A arte de visitar cenotes: quando ir e como fazê-lo

A melhor época para visitar os cenotes da Riviera Maya vai de novembro a abril, quando o clima é mais seco, as temperaturas são agradáveis e a visibilidade da água atinge seu ponto ideal. Durante esses meses, o calor é mais moderado e as chuvas são escassas, o que permite desfrutar de uma experiência mais confortável e contemplativa.

Para explorar os cenotes é necessário desacelerar e aguçar o olhar. Chegar no início da manhã ou próximo ao horário de fechamento permite encontrá-los em sua versão mais serena, quando a luz se filtra suavemente e o silêncio da selva ainda envolve a água. Usar calçados aquáticos facilita o acesso e a locomoção sobre superfícies rochosas, enquanto adotar práticas responsáveis, como tomar ducha antes de entrar e evitar produtos não biodegradáveis, não apenas protege esses ecossistemas frágeis, como transforma a visita em uma experiência mais consciente, íntima e respeitosa com o ambiente.

Depois de percorrer a selva e mergulhar nesses cenários subterrâneos, a experiência na Riviera Maya convida naturalmente a desacelerar e a se reconectar com o entorno. Uma boa forma de fazer isso é escolher hospedagens que dialoguem com a identidade local, como o UNICO 20°87° Hotel Riviera Maya, de frente para o mar e a uma curta distância da Rota dos Cenotes.

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